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O blog do Fi

um português em Berlim

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Uma das grandes leituras deste ano: Filhos da Chuva!

Filipe B., 07.11.24

Filhos da Chuva - Alvaro Curia.pngPrimeiro, uma confissão.

A leitura inicial deste livro não me cativou. Achei que as partes iniciais talvez precisassem de uma escrita mais limpa e ligeira, o que não significaria tirar-lhe valor. Quem está habituado a ler Afonso Cruz, Valter Hugo Mãe e companhia, sabe bem do que falo. Ainda sobre isso, não invejo o trabalho que deve ter sido essa tarefa de nos apresentar a complexidade de Domínio assim logo de repente e em poucos capítulos.

Esta leitura foi uma sugestão da minha amiga Sandra Barbosa, do programa Páginas Soltas. Apenas me disse: "Tens de ler o Filhos da Chuva de Álvaro Curia. Vais adorar". E ela conhece-me e aos meus hábitos de leitura tão bem, que a sua vaga mensagem foi suficiente para me fazer continuar. Sabia que, depois desta sugestão, algo haveria ali para mim. De resto, já seguia a página de Instagram há anos e a existência desta obra não me era estranha.

Foi por volta da página 60 e no capítulo 6, se não estou em erro, que este livro se transformou aos meus olhos. Foi nesse contar da relação meio trágica meio possessiva de Mãe e Filho que me vi obrigado a fazer uma pausa e deixar-me ficar só no sofá a processar a leitura. Sem que o esperasse, estava já submerso nas águas deste livro.

A partir daí foi uma sucessão de textos de uma sensibilidade, beleza e brutalidade incríveis. José Luís Peixoto diz na capa de Filhos da Chuva: "Há vida aqui". E eu digo: Há talento aqui. Um talento e técnica que poucos têm. Há mestria e há alguém que lê muito, condição que sempre disse ser essencial a quem quer escrever.

Fala-se muito de ler os nossos, os autores nacionais, os portugueses, mas não se fala o suficiente do elogio que raramente é feito. Não se fala de quanto nos acanhamos em elogiar só porque é nosso e porque pode parecer exagerado lisonjeio.

Que este seja feito sem amarras, quando merecido.

E foi por isso que precisei de me sentar e escrever realmente sobre o que acabei de ler. Há passagens e personagens que levarei comigo o resto da vida. Há o Filipe menino estranho (queer), filho, amor, que se encontrou nestas páginas sem nunca o esperar (e agradeço por ter sido mantido esse mistério ou por eu nunca ter lido sobre ele antes de pegar no livro).

E há um nome, Álvaro Curia, que me fará querer ler qualquer livro seu.

Conseguir isso com um primeiro livro é obra.

Chegaram os primeiros exemplares do meu livro

Filipe B., 12.10.23
 
 
 
 
 
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E é um sentimento que não tem descrição.

Ter o meu novo livro assim nas mãos.

Estou ansioso para que possam ler.

Disponível nas livrarias Wook e Bertrand

Primeiro olhar ao novo livro

Filipe B., 28.09.23

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Posso finalmente partilhar mais sobre o meu novo livro.

Esta é a história de Marta e do seu pequeno David. Um olhar sobre o autismo. Uma história de coragem, resiliência e superação.

Estou ansioso para que possam ler e descobrir este livro, que foi fortemente inspirado pelo meu projecto do Serviço Voluntário Europeu, quando trabalhei em Itália como voluntário num Centro Educativo para crianças com necessidades especiais.

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Em breve revelaremos o título e a data de lançamento.

 

Encontrei uma editora para o meu livro!

Filipe B., 17.08.23

livro aberto sobre nesa

imagem: Pixabay

E é isto. 

Encontrei, finalmente, uma editora para o livro que acabei de escrever há 2 anos.

Desde 2021 que fui tentando. Tive algumas propostas, mas não do meu agrado. Duas dessas propostas eram das tais editoras vanityMas, basicamente, essas são editoras que nos pedem dinheiro para publicar e que, pior ainda, fazem um trabalho terrível de revisão.

Depois tive também dois não, mas agradeci a resposta e o profissionalismo ao explicar a decisão, pois outras editoras nem responderam. É assim. Faz parte. Nunca deixei que isso me contaminasse e deixasse parar. Não guardo rancores. 

E assim, um pouco sem já esperar, surgiu uma proposta de edição que vai ao encontro do que eu procurava. 

É a Intelecutal Editora.

É uma editora pequena (e a equipa foi muito sincera ao comunicar-me isto), mas mostrou respeito pelo meu trabalho, não me pediu somas exorbitantes para publicar aquilo que escrevi com tanto esforço e dedicação, e deixou-me muito feliz ao apostar em mim.

Também sou pequeno. Um autor independente. Somos iguais. No fundo, fiz uma promessa de nos ajudarmos a crescer mutuamente.

Eu gosto muito de trabalhar os meus livros, não só o escrever, mas também tudo o que vem depois, a promoção, as apresentações. E sei que posso trazer esse lado mais dinâmico para aqui.

Não posso partilhar muito para já.

Mas devia-vos isto. Tinha de vir aqui partilhar esta coisa boa.

Ansioso para que possam ler uma história que escrevi do fundo do meu coração.