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| Ragazzi in Italia! |
Já tinha sentido isto assim quando os meus pais vieram cá visitar-me e estivemos juntos 5 dias em Roma, mas agora chegou a altura de escrever mais sobre uma nova fase a que sinto ter chegado no meu Serviço Voluntário Europeu.
Falo de algo que é um acréscimo, que não faria à partida parte obrigatória deste trajecto.
Há dias recebi aqui o Pedro, que é alguém muito especial para mim.
E tal como aconteceu com os meus pais, tive oportunidade de andar com o Pedro por sítios que já conheço muito bem e de lhe mostrar as cidades pelas quais já me apaixonei.
Mas também visitámos algo que eu ainda não conhecia. A cidade de Pisa.
Depois partimos para Firenze (Florença) e ainda viemos a Forlì (a minha cidade).
Caminhar pelas ruas de Firenze com o Pedro ao meu lado, enquanto lhe explicava o porquê daquela casa ser assim, por que estava ali aquela obra de arte, por que razão a rua tinha aquele nome, foi - em suma - elevar-me a um novo estado de gratificação a que não tenho acesso todos os dias. Eu já tinha estado ali sozinho, mas agora foi completamente diferente.
Foi sentir novamente aquela felicidade súbita de mostrar às pessoas de quem gosto como já estou imerso nesta cultura e a vontade que tinha de lhes fazer ver toda a História que aqui se conta.
Durante os 10 meses em que aqui estarei (e já lá vão 5!) esta parte era opcional. Eu poderia ou não receber a visita dos meus pais, dos meus amigos, etc; mas agora que isso já aconteceu (e mais pessoas virão), tinha que explicar-vos como encontrei uma nova forma de partilhar aquilo que tenho de mais precioso.
Não sou rico. Em dinheiro (como diz a outra). Não posso levá-los aos restaurantes mais caros, mas estou certo de que nada ultrapassará a partilha que se consegue assim, apenas através de uma caminhada, de palavras, gestos, emoções. Não é algo palpável, mas é algo que se sente e bem.
Ainda por cima o Pedro conheceu o Centro onde sou voluntário e nem sei bem explicar porquê, mas depois disso sinto que pertenço mais a este lugar. E ter direito a esta experiência a meio do meu Projecto de voluntariado é algo pelo qual terei que agradecer e muito.
Antes de ele voltar para Portugal, pedi que se sentasse ao meu lado e escutasse algo que eu tinha para ler.
Era uma passagem do livro O Principezinho e que, entre muitos bons ensinamentos, diz algo que em duas frases resume perfeitamente aquilo que quero dizer:
"Só se vê bem com o coração.
O essencial é invisível para os olhos."